Novo livro de Eberson Terra transforma o país em cenário de conflitos entre corporações, exploradores e sobreviventes - Foto: Divulgação
Em um futuro marcado pela escassez de ferro e pelo domínio de grandes corporações mineradoras, o Brasil se transforma em um território de conflitos, ruínas e disputas por recursos naturais. É nesse cenário que se passa “Sonhos Enferrujados”, segundo livro de ficção do escritor sul-mato-grossense Eberson Terra, publicado pelo selo Neon, da Editora Buzz.
A história se passa em 2100, quando o país passa a ser chamado de Minera-Brazilis e tem seu território tomado por guerras relacionadas à exploração mineral. Na trama, Janice Taylor, herdeira de um poderoso império corporativo, chega às crateras do antigo Pará com a missão de encontrar 400 quilos de ouro antes que a chamada Ferrugem Celular atinja o núcleo da Terra e comprometa as condições de vida na superfície.
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Para cumprir a tarefa, Janice precisa se aliar a Marcus Julius, ex-pirata, contrabandista de metais e condenado ao exílio. O personagem sobreviveu à destruição de seu país pela mesma corporação que Janice está destinada a comandar.
Embora ambientado em um futuro fictício, o romance parte de questões presentes no Brasil. Segundo Eberson Terra, acontecimentos como o rompimento da barragem de Brumadinho, o avanço das queimadas na Amazônia e a exploração ilegal de terras indígenas contribuíram para a retomada do projeto, iniciado em 2018.
A obra também aborda disputas comerciais, possíveis sanções econômicas e o interesse internacional pelas chamadas terras raras, conjunto de minerais estratégicos para diferentes setores da economia e da indústria.
“Sonhos Enferrujados” é o segundo romance de Terra. Antes dele, o autor lançou “O nome dela é Luana”, escrito em parceria com Gustavo Nascimento e vencedor do Prêmio Rubem Fonseca de Narrativa Longa de Crime no VII Prêmio ABERST, em 2023. Executivo da área de educação, Terra também publicou “Carreiras Exponenciais” e “Manual Antichefe”.
Na nova obra, o escritor utiliza a distopia para aproximar questões ambientais, econômicas e sociais do cotidiano brasileiro. A proposta é construir uma narrativa de ficção que dialogue com temas recorrentes no noticiário e com os impactos da exploração dos recursos naturais.
