Espetáculo usa o tempo como fio narrativo e recupera parcerias com nomes como Caetano, Gal e Bethânia - Foto: Instagram
Gilberto Gil foi ao teatro nesta segunda-feira (24) para acompanhar a estreia VIP de “Gil – Andar com Fé – O Musical”, em São Paulo. Aos 84 anos, o cantor assistiu à montagem que leva sua trajetória aos palcos pela primeira vez em formato de biografia musical. O diretor Miguel Falabella e uma série de convidados também participaram da noite de estreia.
Entre os presentes estavam Heloísa Périssé, Astrid Fontenelle e o filho, Gabriel, Bianca Rinaldi, Leonardo Miggiorin, Fred Nicácio e Linn da Quebrada. Miguel Falabella, além de diretor do espetáculo, também acompanhou a apresentação.
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Com texto de Newton Moreno, o musical opta por uma narrativa fora da ordem cronológica. A história começa em um dos períodos marcantes da vida de Gil: o exílio em Londres, em 1969. A partir desse ponto, a montagem percorre diferentes fases da carreira e da vida pessoal do artista, conectando lembranças, encontros e episódios por meio de suas músicas.
O tempo ganha papel central na estrutura do espetáculo e funciona como uma espécie de fio condutor da narrativa. O recurso também dialoga com a trajetória recente de Gil, que batizou sua última grande turnê com o conceito de despedida e passagem do tempo.
Ao longo da apresentação, o musical recupera momentos importantes da carreira do cantor, incluindo gravações marcantes e parcerias que ajudaram a transformar a música brasileira. A relação com artistas como Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia também aparece na narrativa.
O repertório inclui canções conhecidas do público, entre elas “Andar com Fé”, “Aquele Abraço” e “Drão”. A proposta da montagem é aproximar o espectador da trajetória de Gil por meio de uma experiência coletiva, com espaço para que a plateia acompanhe as músicas, cante e dance.
A estreia marca, assim, a chegada aos palcos de uma produção dedicada exclusivamente à história de um dos principais nomes da música brasileira, usando as próprias canções do artista como parte da narrativa.
