Ex-presidente da Venezuela aparece de agasalho cinza e fazendo sinal de paz em imagens divulgadas nas redes sociais - Foto: Reprodução
Detido em uma prisão no Brooklyn, em Nova York, o presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, publicou neste domingo (30) duas fotos feitas dentro da unidade e afirmou que permanece “firme”. As imagens foram divulgadas pelo Telegram, mas o registro da câmera indica que elas foram feitas em 25 de junho, um dia depois de um terremoto duplo que matou mais de 6.500 pessoas e provocou destruição no norte da Venezuela.
Nas fotografias, Maduro aparece usando um agasalho cinza e fazendo o sinal de paz com as duas mãos. O ex-presidente aparenta ter perdido bastante peso desde que foi capturado.
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“Envio estas fotos como um pequeno presente para todos os meus netos e netas, para os meninos e meninas, e para todas as pessoas nobres que nos amam”, escreveu Maduro na mensagem. Em seguida, afirmou que ele e a esposa continuam fortes.
“Quero que saibam que estamos firmes, com nossos corações cheios do amor de vocês”, acrescentou.
Na publicação, Maduro também adotou um tom religioso e fez referência ao futuro da Venezuela. “Permaneceremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá”, declarou.
Capturado em operação americana
Maduro e Cilia Flores foram capturados em Caracas durante uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro. Desde então, os dois permanecem presos no Brooklyn e respondem a acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas. O casal nega as acusações.
A rotina do ex-presidente na prisão é restrita. Segundo uma fonte próxima a Maduro, ele não tem acesso a jornais nem à internet. Por outro lado, pode manter contato por telefone com familiares e advogados durante aproximadamente 300 minutos por mês, com limite de 15 minutos para cada ligação.
O filho do ex-presidente, Nicolás Maduro Guerra, afirmou que o pai está com boa saúde. Segundo ele, Maduro tem dedicado parte do tempo ao estudo da Bíblia.
Mensagem ocorre em meio a acordo sobre petróleo
A nova manifestação de Maduro ocorreu dois dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo considerado “histórico” envolvendo o setor petrolífero venezuelano. O entendimento permite que empresas americanas operem campos de petróleo no país.
No sábado, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o país continuará mantendo o controle sobre seus recursos petrolíferos. Sob forte pressão de Washington, Rodríguez disse ter escolhido o caminho da diplomacia nas relações com os Estados Unidos.
A dirigente afirmou ainda que pretende transformar a Venezuela em uma “potência energética”.
Maduro já havia defendido diálogo
Esta não foi a primeira mensagem publicada por Maduro durante o período de prisão. Em agosto, ele havia defendido “qualquer caminho para o diálogo”, em uma manifestação divulgada um dia antes do primeiro encontro presencial entre representantes do governo interino e integrantes da oposição, com apoio de Washington.
O processo judicial contra Maduro e Cilia Flores nos Estados Unidos já tem data para começar. Um tribunal federal de Nova York marcou o início do julgamento para 1º de junho de 2027.
