Foo Fighters, The Hives e Rise Against foram alguns dos destaques da noite - Foto: Divulgação / Rock in Rio / Moriva
O Rock in Rio 2026 começou nesta sexta-feira (4) com a Cidade do Rock tomada pela expectativa em torno do Foo Fighters. Antes mesmo de a principal atração da noite subir ao Palco Mundo, fãs chegaram cedo ao Parque Olímpico, no Rio, em busca de um lugar próximo à grade. A estratégia fez com que parte do público acompanhasse os primeiros shows do festival praticamente do mesmo ponto onde pretendia assistir à apresentação de Dave Grohl e companhia.
A abertura teve uma programação concentrada no rock. Nova Twins, The Hives e Rise Against antecederam o Foo Fighters no Palco Mundo. No Sunset, Di Ferrero, Detonautas com Biquíni Cavadão, Hot Milk e Capital Inicial com Dado Villa-Lobos conduziram uma programação marcada por sucessos conhecidos do público brasileiro.
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A movimentação em torno do Foo Fighters começou antes mesmo da abertura dos portões. Fãs da banda ocuparam os espaços mais próximos do palco e permaneceram por horas à espera do show principal. Na apresentação da Nova Twins, por exemplo, o público ainda era pequeno e disperso em boa parte da área, enquanto admiradores que chegaram cedo para ver o grupo americano já se concentravam perto da grade.
O contraste deu o tom de parte da tarde: enquanto alguns espectadores circulavam pela Cidade do Rock e conheciam as atrações e experiências do festival, outros preferiram praticamente fincar posição diante do Palco Mundo.
Para Roberto Medina, presidente e criador da Rock World, a chegada do público representa o momento em que o festival deixa de ser apenas um projeto e ganha vida.
“Cada vez que os portões da Cidade do Rock se abrem, é como se a gente pudesse sentir, de novo, a força desse sonho que começou há tantos anos. A gente passa meses, anos, imaginando cada detalhe, construindo cada espaço, preparando cada experiência, mas é só quando o público entra que o Rock in Rio realmente acontece. Ver essa multidão chegando, encontrando os amigos, cantando, se emocionando e vivendo a Cidade do Rock é uma emoção que não muda. Pelo contrário, a cada edição ela parece ainda maior”, celebra.
Segundo Medina, a edição de 2026 mantém a proposta de reunir música, cultura e experiências em um mesmo espaço.
“Hoje, quando vejo esse novo Palco Mundo, essa nova Cidade do Rock e tudo o que preparamos para 2026 ganhando vida diante dos fãs, tenho a certeza de que o Rock in Rio continua fazendo aquilo que sempre fez: transformar sonhos em experiências e reunir pessoas para celebrar a música, a cultura e a vida. É um privilégio enorme poder abrir mais uma vez esses portões e dar boas-vindas a todos”, afirma.
Rock para diferentes gerações
A programação também funcionou como um encontro de gerações do rock. O The Hives levou ao Palco Mundo seu garage rock e uma performance marcada pela interação com o público. Já o Rise Against apostou no hardcore melódico e transformou a área diante do palco em um espaço de rodas de mosh e coro dos fãs.
O show do Rise Against ainda ganhou um ingrediente inesperado. A banda entrou em cena sem seus próprios instrumentos, que haviam sido extraviados. Mesmo assim, o grupo conseguiu realizar a apresentação e entregou um dos momentos mais intensos da noite. O vocalista Tim McIlrath contou que sonhava havia 25 anos em tocar no Rock in Rio.

No Sunset, a nostalgia ficou por conta de nomes já conhecidos do público. Capital Inicial recebeu Dado Villa-Lobos e encerrou a programação do palco, enquanto Detonautas e Biquíni Cavadão também apostaram em músicas que atravessam diferentes momentos do rock nacional.
Foo Fighters encerra a noite
Quando o relógio passou da meia-noite, chegou o momento mais aguardado do primeiro dia. O Foo Fighters encerrou a programação principal do Palco Mundo com um repertório baseado em sucessos da carreira.
Dave Grohl abriu a apresentação com músicas como “All My Life” e “The Pretender” e conduziu o público por uma sequência de hits. Um dos momentos de maior carga afetiva veio com “Marigold”, música do Nirvana, grupo do qual Grohl fez parte antes de fundar o Foo Fighters.
O encerramento ficou para “Everlong”, um dos maiores sucessos da banda. A música foi acompanhada em coro pelos fãs e fechou a primeira noite com o público ainda tomado pela energia do show.
Uma Cidade do Rock além dos palcos
Fora dos shows, o festival apresentou uma estrutura que vai além da música. A edição de 2026 reúne mais de 90 empresas e cerca de 100 ativações de marcas, transformando a Cidade do Rock em um espaço de experiências para o público. A expectativa da organização é receber 700 mil pessoas ao longo dos sete dias de festival.
Uma das novidades deste ano é a chamada “comfort zone”, área premium próxima ao Palco Mundo, com capacidade para 2 mil pessoas, bar e banheiros próprios. A proposta é oferecer uma alternativa para quem quer ficar perto dos shows sem permanecer na área comum.
Assim, o primeiro dia deixou uma impressão clara sobre o tom da edição: o Rock in Rio voltou às guitarras na abertura, com nostalgia, fãs dispostos a esperar horas por seus ídolos e um dos maiores nomes do rock mundial no centro das atenções.
Para quem chegou cedo em busca de um lugar na grade, a espera terminou com Dave Grohl no palco e milhares de vozes acompanhando “Everlong”.
