Aparelho, que teria tela interna de 7,8 polegadas sem vinco, é desenvolvido pela Apple há anos e pode custar até US$ 3 mil em versões com mais armazenamento - Foto: Reprodução
A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) seu primeiro iPhone dobrável, um projeto que vem sendo desenvolvido há anos e que promete colocar a empresa em uma disputa direta com fabricantes como Samsung e Huawei. Segundo informações do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, o aparelho pode chegar ao mercado internacional com preço inicial de US$ 2.199, equivalente a cerca de R$ 11,2 mil na conversão direta.
O valor, no entanto, pode subir consideravelmente conforme a capacidade de armazenamento. Modelos mais completos podem se aproximar dos US$ 3 mil, ou aproximadamente R$ 15,3 mil em conversão direta. No Brasil, a expectativa é de preços ainda mais elevados.
A Apple teria trabalhado inicialmente com um preço de US$ 1.999 para o novo aparelho. A escassez global de memória, porém, teria provocado novas discussões dentro da empresa sobre o valor final do produto.
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Preço pode passar dos R$ 30 mil
A conversão direta do dólar não representa necessariamente o preço que um iPhone alcança no mercado brasileiro. Considerando uma referência informal conhecida como “dólar Apple”, em que os valores internacionais podem resultar em preços entre dez e 12 vezes maiores no país, o modelo de entrada poderia custar entre R$ 21.990 e R$ 26.388.
Nas versões com maior armazenamento, a conta pode ser ainda mais alta. Nesse cenário, o iPhone dobrável poderia chegar a uma faixa entre R$ 30 mil e R$ 36 mil.
Esses valores são estimativas baseadas nas informações de preço divulgadas até o momento e não representam um preço oficial da Apple para o mercado brasileiro.
Projeto começou a ganhar força em 2020
O desenvolvimento do aparelho teria ganhado impulso por volta de 2020, depois de uma viagem de Tim Cook à Ásia. O então CEO da Apple teria ficado impressionado com a expansão dos celulares dobráveis produzidos por Samsung e Huawei.
A equipe de hardware da companhia já estudava telas flexíveis e componentes relacionados antes mesmo do lançamento do primeiro Galaxy Fold. Cook, entretanto, teria defendido a criação de um iPhone dobrável com formato mais tradicional, em vez de apostar em conceitos como um iPad mini que pudesse ser expandido.
O projeto passou inicialmente pela liderança de Dan Riccio e teve como alguns dos principais desafios a redução da marca deixada pela dobra no display, o aumento da durabilidade da dobradiça, o desenvolvimento de um vidro flexível para a tela interna e a criação de uma câmera que pudesse ficar sob o display.
JUST IN: Apple unveils its first foldable phone, iPhone Duo.
— Collin Rugg (@CollinRugg) September 9, 2026
When opened, it is the thinnest iPhone ever.
The phone is 50% larger than the iPhone 18 Pro Max. pic.twitter.com/Wby0jQVLkr
Tela interna terá quase 8 polegadas
As informações sobre o aparelho apontam para uma tela interna de 7,8 polegadas praticamente sem marca visível de dobra. Quando fechado, o dispositivo teria um painel externo de 5,5 polegadas.
O formato também seria diferente do adotado por vários concorrentes. O aparelho teria proporções mais baixas e largas. Durante o desenvolvimento, designers da Apple teriam comparado o celular fechado ao tamanho e às proporções de um passaporte. Aberto, a referência teria sido o Magic Trackpad da própria empresa.
A proposta seria criar uma identidade visual própria para o dobrável, em vez de simplesmente reproduzir o formato de outros aparelhos disponíveis no mercado.
Titânio, alumínio e vidro desenvolvido com a Corning
Para chegar ao desenho final, a Apple teria utilizado uma dobradiça construída com titânio e alumínio. A tela também receberia um vidro personalizado desenvolvido em parceria com a Corning.
O objetivo seria combinar a flexibilidade necessária para um aparelho dobrável com uma estrutura resistente e acabamento compatível com os padrões adotados pela Apple em seus produtos.
Apesar disso, o projeto não estaria livre de compromissos. Entre as possíveis limitações estão uma resistência estrutural menor do que a encontrada em iPhones convencionais, autonomia de bateria inferior e um conjunto de câmeras menos avançado.
Ainda assim, funcionários envolvidos no desenvolvimento considerariam a qualidade de construção do aparelho uma das melhores entre os dobráveis. A integração entre hardware e software também seria vista como um dos principais diferenciais diante dos concorrentes que utilizam Android.
John Ternus teria papel importante na reta final
John Ternus, atual CEO da Apple e responsável pela condução do projeto em sua etapa final, também aparece como um dos principais defensores do aparelho. Antes de assumir o comando da companhia, ele construiu sua trajetória como responsável pela área de hardware.
Ternus teria trabalhado ao lado de Cook para levar o projeto até a fase final de desenvolvimento.
A expectativa, segundo a Bloomberg, é que a Apple anuncie o novo iPhone dobrável nesta quarta-feira (9), durante o evento “Surprise and Shine”. Caso a apresentação aconteça, o produto marcará a entrada da companhia em uma categoria na qual suas principais concorrentes já atuam há alguns anos.
