Presidente da entidade anunciou revisão dos processos de decisão, mas dirigentes dizem que medidas ficaram aquém - Foto: Instagram
A proposta de Gianni Infantino para revisar os processos de decisão e a governança da Fifa não foi suficiente para encerrar as críticas de federações nacionais. Dirigentes da Alemanha, Holanda, Suécia e País de Gales afirmam que as medidas não enfrentam questões mais profundas da entidade.
Em carta enviada na segunda-feira (21) às 211 federações filiadas, Infantino propôs uma análise independente dos processos de tomada de decisão e consultas com confederações e outras partes interessadas para discutir mudanças na governança.
- Flup reúne literatura negra e homenageia Ana Maria Gonçalves no centro do Rio
- Câmeras flagram abordagem que terminou com morte de bombeiro e namorado em Caxias
- Netflix celebra 15 anos no Brasil com festa repleta de famosos em São Paulo
- Ravens x Cowboys no Maracanã: onde assistir ao NFL Rio Game 2026
- Gianni Infantino enfrenta críticas após anunciar reforma na Fifa
A iniciativa ocorre após a repercussão negativa do plano de vender 20% das operações comerciais da Fifa, incluindo direitos relacionados à Copa do Mundo. A proposta foi abandonada em julho após oposição da Uefa, da Confederação Asiática de Futebol e da Concacaf.
Críticas ao presidente
Presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Bernd Neuendorf afirmou que a carta representa uma tentativa de fortalecer a candidatura de Infantino à reeleição.
“Considero a carta de Gianni Infantino uma manobra transparente para garantir sua reeleição no ano que vem”, declarou.
Neuendorf também disse que o suíço não teria mais credibilidade para comandar um processo de reforma. Na Holanda, a federação afirmou que algumas propostas estão alinhadas com reivindicações anteriores, mas que ainda não foram suficientes para recuperar a confiança. A entidade havia defendido uma cúpula internacional em Amsterdã e pedido a substituição de Infantino até 2027.
O presidente da Federação Sueca, Simon Astrom, reconheceu pontos positivos na proposta, mas afirmou que as medidas chegaram tarde e não mudaram a posição do país sobre a necessidade de uma nova liderança.
No País de Gales, o diretor-executivo Noel Mooney também questionou o alcance do anúncio. Segundo ele, a carta não representa uma reforma da Fifa, mas mudanças relacionadas a projetos e iniciativas estratégicas.
Mooney ainda voltou a criticar a busca por investimento privado nas operações da entidade. Para o dirigente, os recursos já existentes na Fifa deveriam ser usados para apoiar as federações-membro.
Disputa pela presidência
Infantino pretende disputar a reeleição em março do próximo ano. Segundo pessoas ouvidas pela Reuters, o presidente ainda conta com apoio suficiente para buscar um novo mandato.
Diante desse cenário, críticos da atual gestão passaram a defender mudanças que reduzam os poderes concentrados na presidência da Fifa.
