Corpo da criança foi localizado em um biodigestor após força-tarefa com 150 agentes - Foto: Redes Sociais
Após mais de dois dias de buscas, o desaparecimento do menino João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, terminou de forma trágica. A criança, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (28) dentro de um biodigestor localizado em uma propriedade rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o corpo foi localizado por volta das 15h em um biodigestor situado em frente à residência da família, a cerca de 70 metros do imóvel. Após o resgate, a vítima foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a descoberta ocorreu enquanto as equipes faziam o esvaziamento de locais com acúmulo de água durante a operação de buscas. O trabalho contou com o apoio de um caminhão disponibilizado pelo proprietário da fazenda.
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O biodigestor é um sistema utilizado para o tratamento de resíduos orgânicos por meio da decomposição biológica, formando um reservatório com líquido e matéria orgânica.
A Polícia Civil informou que, até o momento, não há indícios de crime. A principal linha de investigação considera que a morte tenha sido acidental, mas todas as circunstâncias do caso ainda serão analisadas.
Segundo o delegado Gabriel Fontana, responsável pela investigação em Araucária, familiares, testemunhas e outras pessoas ligadas ao caso serão ouvidas para esclarecer a dinâmica do ocorrido. A Polícia Científica também participa da apuração.
Menino desapareceu no fim de semana
João Gabriel desapareceu na manhã de domingo (26). Conforme relato da família, o menino informou à mãe que iria ao banheiro, localizado em uma área externa da propriedade rural onde estavam reunidos. Depois disso, ele não foi mais visto.
O Corpo de Bombeiros foi acionado pouco depois do meio-dia e deu início a uma força-tarefa que mobilizou cerca de 150 pessoas entre bombeiros militares, policiais civis, policiais militares, guardas municipais e voluntários.
As buscas cobriram aproximadamente três quilômetros quadrados de uma região com mata fechada, áreas agrícolas, açudes e tanques. As equipes utilizaram drones com câmera térmica, cães farejadores, mergulhadores, sonar, aeronaves Arcanjo 01 e Falcão 08, além de dez viaturas.
Durante as investigações, a Polícia Civil também ouviu os responsáveis pela criança e analisou imagens de câmeras de segurança instaladas na região para tentar reconstruir o trajeto feito pelo menino antes do desaparecimento.
O caso chegou a ser divulgado pelo sistema Amber Alert, ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Meta, que envia alertas a usuários do Instagram e Facebook localizados em um raio de até 160 quilômetros do último ponto onde a criança foi vista.
