Melhor Longa-Metragem de Ficção — Première Brasil: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias - Foto: Divulgação / Festival do Rio
O Festival do Rio encerrou sua 28ª edição neste domingo (11), com uma cerimônia no Cine Odeon, no Centro do Rio, e consagrou A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, como um dos grandes destaques da premiação. O filme conquistou quatro troféus na Première Brasil e também foi eleito Melhor Filme Brasileiro pelo Prêmio Felix.
A noite também premiou produções como Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, que venceu em Melhor Direção de Ficção, Melhor Roteiro e Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo voto popular. Já Elza, de Eryk Rocha, foi reconhecido como Melhor Longa-Metragem Documentário.
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Na atuação, Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês, dividiram o prêmio de Melhor Atriz. Victor di Marco venceu como Melhor Ator por LONDON. Na mostra Novos Rumos, Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, conquistou os troféus de Melhor Longa-Metragem e Melhor Ator, para Pedro Leão.
A cerimônia foi apresentada pelos atores Vanessa Giácomo e Rafael Infante. Ao todo, o festival exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens, dos quais 45 participaram das mostras oficiais competitivas.
Confira a lista completa dos vencedores do Festival do Rio 2026

Première Brasil — Competição de Longas e Curtas-Metragens
- Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias. Empresa produtora: Gatopardo Filmes.
- Melhor Longa-Metragem de Ficção — Voto Popular: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
- Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
- Melhor Atriz (ex aequo): Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.
- Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON.
- Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha. Empresas produtoras: Aruac Filmes e Maria Farinha Filmes.
- Melhor Longa-Metragem Documentário — Voto Popular: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
- Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
- Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.
- Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês.
- Melhor Roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
- Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.
- Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
- Melhor Montagem (ex aequo): Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez; e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira.
- Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.
- Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
- Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON.
- Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves. Empresa produtora: UFO.

Première Brasil — Novos Rumos
- Melhor Longa-Metragem: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur. Empresa produtora: Céu Vermelho Fogo Filmes.
- Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã.
- Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza.
- Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando.
- Melhor Curta-Metragem: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim. Empresa produtora: C-Bonfim Filmes.
- Prêmio Especial do Júri: elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.
- Melhor Longa-Metragem — Voto Popular: O Deserto de Luiza, de Alan Minas.
Prêmio Felix
- Melhor Filme Brasileiro: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
- Melhor Filme Internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid.
- Melhor Documentário: Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld.
- Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian.
- Menção Honrosa: Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah.
- Personalidade do Ano — Prêmio Suzy Capó: Rita Von Hunty, persona artística de Guilherme Terreri.
Prêmio Aquisição TV Globo — Mostra Expectativa
- Melhor Filme — Voto Popular: Maria Vitória, de Mário Patrocínio.
Prêmio Aquisição Telecine — Mostra Première Latina
- Melhor Filme — Voto Popular: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio FIPRESCI — Federação Internacional de Críticos de Cinema
- Melhor Filme Brasileiro: LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli.
- Melhor Filme Latino: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio ACIE — Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira
- Melhor Filme: Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla.
- Menção Honrosa: 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.
Premiações destacam diferentes produções do cinema
Além dos vencedores escolhidos pelos júris, o voto popular teve papel importante na edição, reconhecendo filmes das competições brasileiras e das mostras internacionais. Seis Meses no Prédio Rosa e Azul também garantiu uma janela de distribuição ao receber o Prêmio Aquisição Telecine.
Com a entrega dos Troféus Redentor, dos prêmios especiais e das distinções concedidas por entidades de crítica e imprensa, o Festival do Rio concluiu sua programação de 2026 celebrando a diversidade de produções nacionais e internacionais exibidas ao longo do evento.
