Grupo falsificava documentos militares e autorizações do Exército - Foto: Wikimedia
Um esquema que usava cursos falsos de formação de sargentos da reserva para facilitar a compra irregular de armas de fogo foi desarticulado pela Polícia Civil, com apoio do Exército Brasileiro. A operação, conduzida por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), terminou com dois homens presos e um terceiro foragido. Cinco armas, entre pistolas e um fuzil, além de dezenas de documentos falsificados, foram apreendidas.
Segundo as investigações, os criminosos organizavam cursos preparatórios fictícios, com aulas presenciais e aplicação de provas, para dar aparência de legitimidade à suposta formação militar dos participantes. Ao final das atividades, os envolvidos recebiam carteiras de identidade militar e autorizações para comprar armamentos com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército.
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A documentação era apresentada em estabelecimentos comerciais credenciados para viabilizar a aquisição das armas. O grupo também falsificava Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), exigidos para a retirada dos equipamentos das lojas.
Armamento foi avaliado em R$ 50 mil
A apuração identificou a compra de cinco armas avaliadas em aproximadamente R$ 50 mil. O material inclui quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm.
Parte do armamento ainda permanecia nos estabelecimentos comerciais quando o esquema foi descoberto. Com isso, os agentes conseguiram impedir que as armas fossem entregues aos compradores.
A Justiça do Rio também autorizou que as cinco armas apreendidas possam ser destinadas ao uso da Polícia Civil.

Investigação começou após prisão em flagrante
As investigações tiveram início há cerca de dois meses, quando um homem foi preso em flagrante por adquirir uma pistola utilizando documentos falsos. A partir desse caso, os policiais identificaram outras compras realizadas com papéis que apresentavam o mesmo padrão de falsificação.
O Exército Brasileiro confirmou que as identidades militares e as autorizações para aquisição de armamentos eram falsas.
Além do homem detido inicialmente, outros dois suspeitos foram presos durante a ação policial. Um terceiro investigado continua foragido.
As apurações seguem em andamento para identificar os responsáveis pela organização dos cursos fictícios, pela fabricação dos documentos falsos e outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
