Operação Gabarito cumpriu 13 mandados de busca e apreensão após banca organizadora identificar padrão suspeito de respostas nas provas - Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) investiga um possível esquema de fraude no concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para cargos de Técnico Administrativo em Educação. Na manhã desta quarta-feira (21), agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão em imóveis nas zonas Oeste e Sudoeste da capital fluminense, durante a Operação Gabarito.
A ação teve como alvos endereços em Realengo, Bangu e Taquara. Nos locais, os policiais apreenderam 13 celulares, dois notebooks e documentos que poderão auxiliar no avanço das apurações. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
- Neymar revela plano para quando se aposentar do futebol
- Fifa confirma Catar como sede da fase final da Copa Intercontinental 2026
- Presidente do Vasco, Pedrinho deixa hospital após tratar infecção no rosto
- Macron anuncia restrições a protestos após onda de violência na França
- Lula e Flávio Bolsonaro fecham acordo para quebra de sigilos
A investigação teve início após uma notícia-crime encaminhada pelo Instituto Selecon, responsável pela organização do concurso. A empresa identificou um padrão de respostas considerado suspeito nas provas de diferentes candidatos, o que levantou a hipótese de irregularidades na disputa.
Segundo a Polícia Federal, a semelhança nas respostas pode indicar a atuação de um grupo para manipular os resultados e favorecer determinados participantes. A corporação não informou, até o momento, quantas pessoas são investigadas nem se houve confirmação de beneficiários.
Realizado no início de março deste ano, o concurso ofereceu mais de 240 vagas para cargos de Técnico Administrativo em Educação, destinados a candidatos com níveis médio e superior de escolaridade.
Penas previstas
Os investigados poderão responder por fraude em certame de interesse público, crime previsto no Código Penal, com pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa. A legislação também alcança quem facilita ou permite o acesso indevido a informações sigilosas relacionadas à seleção.
A punição pode ser ampliada em determinadas circunstâncias. Se a fraude causar dano à Administração Pública, a pena prevista passa a ser de dois a seis anos de reclusão, além de multa. Caso o crime seja cometido por funcionário público, o tempo de pena poderá ser aumentado em um terço.
Outros delitos também poderão ser atribuídos aos suspeitos, caso sejam identificados ao longo das investigações.
A reportagem enviou um e-mail à UFRJ às 7h14 desta quarta-feira, solicitando um posicionamento sobre a operação. Até a publicação, não havia recebido resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
