Campanha do presidente estabelece horário limite para que senador autorize divulgação dos dados dele e de familiares - Foto: Divulgação / PR / Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aceitou as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação de informações bancárias e telefônicas dos dois candidatos e de seus familiares. A campanha petista estabeleceu as 11h desta quinta-feira (22) como prazo para que o adversário autorize a abertura dos dados.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana. Segundo ele, o presidente concordou com todas as exigências feitas pelo senador, desde que Flávio também cumpra o compromisso e autorize a divulgação das informações previstas no requerimento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Santana afirmou que comparecerá ao tribunal às 11h de quinta-feira para protocolar a resposta de Lula. O mesmo horário foi estabelecido como limite para que o candidato do PL autorize a divulgação de seus dados. O segundo turno está marcado para domingo (25).
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, disse o coordenador.
Segundo Santana, a campanha não aceita que a definição sobre a abertura dos sigilos fique para depois da eleição. “Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, afirmou.
A discussão começou no debate entre os dois candidatos realizado no domingo (18), quando Lula propôs que ambos autorizassem a divulgação de informações bancárias e telefônicas, incluindo as de suas esposas e filhos. Na ocasião, o petista afirmou que a iniciativa permitiria mostrar “quem é honesto e quem é ladrão”.
Na terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE um requerimento autorizando a divulgação dos dados. A campanha aguardava uma manifestação de Flávio sobre a proposta.
Nesta quarta, o senador afirmou que aceitaria o desafio, desde que o petista ampliasse o conjunto de informações a serem divulgadas. Entre as exigências, Flávio incluiu os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula.
O candidato do PL também pediu a divulgação dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e a abertura dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente. Flávio apresentou outras condições para concordar com a iniciativa.
De acordo com Camilo Santana, Lula aceitou todas as exigências. O coordenador voltou a cobrar que o senador formalize a autorização dentro do prazo estabelecido pela campanha petista.
“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, disse Santana.
