Lídia Cruz bate recorde das Américas nos 150m medley S4, enquanto Gabriel Bandeira garante ouro nos 200m livre - Foto: Divulgação / Alessandra Cabral / CPB
O Brasil começou com quatro medalhas a participação no Parapan-Pacífico de natação, disputado em Walnut, nos Estados Unidos. Na sexta-feira (28), primeiro dia de provas, a delegação brasileira conquistou dois ouros e duas pratas. O principal destaque foi Lídia Cruz, que estabeleceu o novo recorde das Américas nos 150m medley da classe S4.
A nadadora fluminense venceu a prova com o tempo de 2min56s31. O resultado também representa uma evolução em relação à marca registrada por ela nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024, quando conquistou a medalha de bronze ao completar a distância em 2min57s16.
- Justiça condena Miguel Falabella por plágio; saiba detalhes
- Fiocruz vai testar vacina de RNAm contra a Covid-19
- Atriz Fernanda Rodrigues recupera fazenda e investe na produção de café
- Morre ator e diretor Gracindo Jr. aos 83 anos
- Val Ceasa tem candidatura à Alerj barrada pelo TRE-RJ
A prova ainda teve outra brasileira no pódio. A mineira Patrícia Pereira terminou em segundo lugar, com 2min57s33, garantindo a prata e formando uma dobradinha brasileira na disputa.
Outro ouro do país veio com Gabriel Bandeira. O paulista foi o vencedor dos 200m livre, em prova que reuniu atletas das classes S2 a S5 e S14. Ele completou a distância em 1min53s21 e ficou com a medalha de ouro.
Nos 50m borboleta das classes S5 a S7, Samuel Oliveira também subiu ao pódio. O paulista marcou 33s68 e somou 949 pontos, resultado que lhe rendeu a medalha de prata.
Como funciona a competição
O Parapan-Pacífico adota o sistema multiclasses, no qual nadadores de diferentes classes podem disputar a mesma série. Para definir os classificados às finais e a ordem dos medalhistas, é utilizado o Índice Técnico da Competição (ITC).
A pontuação considera o tempo obtido pelo atleta e sua respectiva classe funcional, permitindo a comparação entre desempenhos de diferentes categorias.
A competição prossegue até domingo (30). Realizado desde 2011, o Parapan-Pacífico foi criado por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão como uma alternativa de alto nível para os anos em que não são realizados o Mundial ou os Jogos Paralímpicos. O torneio é aberto a nadadores de países de fora da Europa.
Nesta edição, o Brasil conta com 16 atletas. Todos os integrantes da equipe conquistaram medalhas em provas individuais no último Mundial de natação paralímpica, realizado em Singapura, em 2025.
