Atacante diz que decisão foi dolorosa e que chegou o momento de abrir espaço para novos jogadores - Foto: Instagram
Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) que não defenderá mais a seleção argentina. Aos 39 anos, o atacante confirmou o fim de uma trajetória de 21 anos com a equipe principal, encerrando um dos ciclos mais vitoriosos da história do futebol argentino.
A decisão vinha sendo cogitada desde a final da Copa do Mundo de 2026, disputada em julho, quando a Argentina perdeu para a Espanha. Pela idade, Messi dificilmente teria condições de participar do Mundial de 2030, que será realizado na Espanha, em Portugal e no Marrocos, com partidas de abertura na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.
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O anúncio foi feito pelo próprio jogador em uma publicação nas redes sociais. Messi afirmou que a escolha foi dolorosa, mas que considera ter chegado ao momento adequado para deixar a seleção.
“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento certo”, escreveu.
O argentino também destacou o surgimento de novos jogadores e disse entender que a renovação da equipe precisa abrir espaço para a próxima geração.
“Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo de mim; não tenho mais nada a dar e, além disso, há jovens jogadores incríveis surgindo depois de mim que merecem estar lá”, afirmou.
Uma era de títulos
Messi estreou pela seleção argentina profissional em 2005. Ao longo de 207 partidas, marcou 125 gols e se tornou o maior artilheiro da história da equipe.
O atacante disputou seis edições da Copa do Mundo. Foi campeão em 2022, no Qatar, além de terminar como vice-campeão em 2014 e 2026.
A relação com a seleção também foi marcada por títulos continentais. Messi conquistou a Copa América em 2021 e 2024 e levantou a taça da Finalíssima em 2022.
Nas categorias de base, o jogador já havia conquistado o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro no torneio olímpico de futebol de 2008.
A despedida ocorre depois de um período em que Messi conseguiu transformar a relação com a seleção argentina. Após anos de cobranças e derrotas em decisões, o atacante participou diretamente da conquista de uma sequência de troféus que recolocou o país entre as principais forças do futebol mundial.
‘Obrigado, Deus, por me fazer argentino’
Na mensagem publicada nesta segunda-feira, Messi também agradeceu aos torcedores, familiares, treinadores, companheiros e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória com a seleção.
O atacante afirmou que deixará a equipe nacional com “tranquilidade e orgulho” e que pretende acompanhar os próximos jogos como torcedor. “Agora serei um de vocês, sempre torcendo e apoiando de fora”, escreveu.
Messi ainda fez referência ao pai, Jorge Messi, que morreu neste mês. Segundo o jogador, o texto havia sido escrito em 21 de julho, dois dias depois da final da Copa do Mundo, mas a decisão ficou ainda mais clara após a morte do pai. “Hoje, depois do meu pai, estou mais convencido do que antes”, afirmou.
Apesar da aposentadoria internacional, Messi continuará em atividade no futebol de clubes. O atacante segue atuando pelo Inter Miami, dos Estados Unidos.
Ao encerrar a mensagem, o argentino resumiu o vínculo construído durante duas décadas com a seleção: “Amo vocês! Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vai, Argentina!”.
