Foto: Divulgação / PSD
O PSD confirmou neste domingo (26) a entrada de Ronaldo Caiado na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026. A legenda realizou sua convenção nacional em São Paulo e aprovou o nome do ex-governador de Goiás como candidato à Presidência da República, com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, indicado para compor a chapa como vice.
O evento, realizado na região central da capital paulista, oficializou a candidatura de Caiado após meses de articulações internas do partido. Em seu discurso, o político afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao cenário de polarização entre os campos da esquerda e da direita, tema que tem marcado as últimas eleições nacionais.
Ao defender sua trajetória política, Caiado destacou os 40 anos de atuação pública e citou a experiência acumulada em diferentes cargos eletivos. O candidato também fez referências à gestão no governo de Goiás, onde comandou o estado entre 2019 e março de 2026, apontando os resultados de sua administração como uma das principais credenciais para a disputa presidencial.
O ex-governador agradeceu o apoio de Kassab na composição da chapa e mencionou a presença da esposa, Maria das Graças Caiado, além de familiares durante a convenção.
Nascido em Anápolis (GO), Ronaldo Caiado é médico especializado em cirurgia da coluna e tem formação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu mestrado. Além da carreira na medicina, atua no setor agropecuário e construiu trajetória política com cinco mandatos como deputado federal, exercidos entre 1991 e 2015, com intervalos.
Em 2014, Caiado foi eleito senador por Goiás e, posteriormente, assumiu o governo estadual. Antes da atual disputa, ele já havia participado de uma eleição presidencial: em 1989, foi candidato ao cargo pelo então Partido Democrata Cristão (PDC).
Com a oficialização da chapa, o PSD passa a integrar o grupo de partidos que já se movimentam para a sucessão presidencial, em uma eleição que deve ter como um dos principais temas a disputa pelo centro político diante da divisão entre os polos ideológicos.
