Microcarro elétrico será produzido na China e deve chegar às ruas europeias em 2027 - Foto: Divulgação / Dacia
O Dacia Hipster vai passar por mudanças no projeto antes de começar a ser produzido em série. O microcarro elétrico, apresentado como conceito no fim de 2025, deve ganhar ajustes principalmente na carroceria e chegar ao mercado europeu em 2027. Segundo o site britânico Autocar, o modelo poderá custar cerca de £ 9.500 no Reino Unido, valor equivalente a aproximadamente R$ 65 mil em conversão direta.
A produção será feita na China, na fábrica de Shiyan, na província de Hubei. É o mesmo complexo industrial onde foi fabricada a primeira geração do Renault Kwid, em uma operação da Dongfeng em parceria com a Renault.
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Mesmo sem os números terem sido confirmados oficialmente, informações obtidas pelo Autocar apontam para uma bateria de 15 kWh. A autonomia estimada é de cerca de 90 quilômetros, enquanto o motor elétrico deverá entregar aproximadamente 20 cv.
A ideia da Dacia é apostar em um veículo simples, compacto e voltado para deslocamentos urbanos. O Hipster terá cerca de 3 metros de comprimento, 1,55 metro de largura e 1,53 metro de altura. Apesar do tamanho reduzido, o projeto prevê espaço para quatro ocupantes.
O porta-malas também terá capacidade variável, entre 70 e 500 litros, dependendo da configuração dos bancos.
O protótipo pesa aproximadamente 800 quilos, cerca de 20% menos que o Dacia Spring, modelo elétrico vendido na Europa que utiliza a mesma base conceitual de carro urbano de baixo custo e é considerado o equivalente europeu do Renault Kwid.
Visual terá ajustes
O formato quadradinho apresentado no conceito deverá ser mantido, mas algumas partes da carroceria serão revistas para facilitar a produção e controlar os custos.
Entre as alterações previstas estão mudanças nos para-choques, na grade dianteira e nos faróis. Os vidros dianteiros divididos em duas partes, uma das características do protótipo, podem permanecer na versão de produção.
Na traseira, porém, a mudança será maior. A tampa do porta-malas dividida em duas partes, com uma seção abrindo para cima e outra para baixo, deverá dar lugar a uma porta convencional com dobradiças laterais.




Interior aposta no básico
Para manter a proposta de carro popular, o Hipster terá uma cabine sem muitos equipamentos ou comandos. As maçanetas convencionais, por exemplo, são substituídas por fitas.
Os bancos têm formato inteiriço e encostos de cabeça vazados. O painel concentra as informações em um quadro de instrumentos digital, enquanto o celular do motorista poderá assumir o papel de central multimídia por meio de um suporte específico.
Outro recurso previsto é o sistema YouClip. O Hipster terá 11 pontos de fixação espalhados pelo interior, permitindo instalar acessórios como porta-copos e luzes.
O painel segue a mesma proposta minimalista, com poucos elementos e sem uma série de botões tradicionais. Na segurança, o projeto prevê dois airbags, um para o motorista e outro para o passageiro.
Proposta é de carro urbano e acessível
Com dimensões menores que as de um carro convencional e uma mecânica elétrica simplificada, o Hipster foi concebido para atender principalmente deslocamentos urbanos.
Suas medidas são ligeiramente superiores às dos pequenos Citroën Ami e Fiat Topolino, dois modelos compactos voltados para a mobilidade nas cidades europeias.
A expectativa é que a versão definitiva preserve boa parte da proposta do conceito, mas receba as adaptações necessárias para sair do papel e chegar às linhas de montagem em 2027.
