Presidente dos EUA negou intenção de recuperar antiga piscina, mas disse que pode deslocar os profissionais para outro local - Foto: Divulgação / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar mudar as condições de trabalho dos jornalistas que cobrem a Casa Branca. Em publicação nas redes sociais neste sábado (24), ele afirmou que considera transferir os profissionais de imprensa para um espaço menos incômodo dentro da sede do governo americano.
Trump negou, porém, que pretenda retirar a sala de entrevistas coletivas para reconstruir uma antiga piscina coberta que existia no local. Segundo ele, a possibilidade sequer foi cogitada. O republicano classificou a ideia como algo estúpido, mas deixou aberta a possibilidade de mudar o local ocupado pelos jornalistas.
- Ronaldinho Gaúcho prepara retorno ao futebol após aposentadoria
- Flávio Bolsonaro defendeu PMs acusados de matar quatro homens em comunidade do Rio
- Veja o momento em que monotrilho bate em guindaste que caiu sobre os trilhos em São Paulo
- Trump ameaça mudar jornalistas de lugar na Casa Branca após críticas à imprensa: ‘Desagradável’
- MPE pede que TSE barre candidatura de deputado eleito no Rio por suspeita de ligação com crime organizado
“Posso transferir as notícias falsas para um local menos desagradável”, escreveu o presidente, em referência aos veículos de comunicação que frequentemente critica.
A declaração veio após uma reportagem do jornal The New York Times, publicada na terça-feira (20), informar que Trump teria pedido, em agosto, à então secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que as coletivas fossem realizadas fora da sala James S. Brady Press Briefing Room. A proposta, no entanto, não chegou a ser colocada em prática.
De acordo com o jornal, Trump preferia instalar no espaço uma piscina coberta para hidroterapia, construída durante o governo de Franklin D. Roosevelt. A estrutura foi substituída pela sala de entrevistas coletivas durante a administração de Richard Nixon.
As declarações ocorrem em meio a novos atritos entre o governo americano e veículos de comunicação. No mês passado, Trump suspendeu temporariamente o acesso de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico às dependências da Casa Branca. Na ocasião, ele também indicou que outras empresas jornalísticas poderiam enfrentar restrições semelhantes.
Organizações e defensores da liberdade de expressão criticaram a medida, argumentando que ela violava as garantias de liberdade de imprensa previstas na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
O acesso dos profissionais foi restabelecido após uma decisão de um juiz federal, que considerou que a proibição provavelmente era inconstitucional. Mesmo com a liberação, o governo Trump continua contestando o caso na Justiça.
