Wegovy oral recebeu aval da Anvisa e apresentou perda média de peso superior a 13% em estudo clínico - Foto: Adobestock
Pessoas que fazem tratamento contra a obesidade poderão contar com uma nova opção de medicamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4), o registro do Wegovy em comprimidos, primeira versão oral de um remédio da classe dos agonistas do GLP-1 autorizada no país. Até então, a medicação, produzida à base de semaglutida, estava disponível apenas em aplicação subcutânea, por meio de injeções.
A nova apresentação prevê o uso de um comprimido por dia, com aumento gradual da dosagem até chegar à quantidade de manutenção recomendada, de 25 miligramas (mg). O tratamento começa com 1,5 mg, passa por etapas de 4 mg e 9 mg e segue o escalonamento indicado na bula.
- Anvisa aprova primeiro medicamento oral da classe GLP-1 para tratar obesidade
- Jorge nega declarações contra nordestinos após polêmica e cancelamentos
- Trump amarga derrota histórica e perde controle do Congresso dos EUA
- Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal
- Atacante morre aos 30 anos após choque durante partida na Espanha
A administração exige alguns cuidados. O comprimido deve ser ingerido em jejum, acompanhado de uma pequena quantidade de água. Depois, o paciente precisa esperar pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou outros medicamentos.
O Wegovy oral é indicado para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a outras doenças, como complemento a uma alimentação saudável e à prática regular de atividades físicas. Segundo a Anvisa, a semaglutida age na regulação do apetite e da ingestão de alimentos, contribuindo para a redução do peso corporal e a melhora de indicadores metabólicos relacionados à obesidade.
Estudo apontou perda de peso superior a 13%
A aprovação da nova versão foi sustentada principalmente pelos resultados do estudo clínico de fase 3 OASIS 4. A pesquisa avaliou a eficácia da semaglutida oral, na dose de 25 mg, em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.
Ao longo de 64 semanas de acompanhamento, os participantes que receberam o medicamento apresentaram uma redução média de peso superior a 13%. O resultado foi significativamente melhor que o observado entre aqueles que receberam placebo. O estudo também identificou avanços em diferentes indicadores de saúde cardiometabólica.
Nova opção amplia possibilidades de tratamento
De acordo com a agência reguladora, a chegada dos comprimidos amplia as possibilidades de tratamento para pacientes e profissionais de saúde. A novidade também permite, quando houver indicação clínica, a transição entre as versões oral e injetável, desde que sejam respeitadas as orientações previstas na bula aprovada.
Obesidade exige acompanhamento
Considerada uma doença crônica, progressiva e multifatorial, a obesidade está associada a um risco maior de desenvolver diferentes problemas de saúde. Entre eles estão diabetes tipo 2, pressão alta, alterações nos níveis de gordura no sangue, doenças cardiovasculares e apneia obstrutiva do sono.
O tratamento envolve acompanhamento profissional e pode combinar mudanças na alimentação, atividades físicas e medicamentos, conforme as necessidades de cada paciente.
