Dublador também trabalhou em animações, novelas mexicanas, filmes e games ao longo de quatro décadas - Foto: Reprodução / Youtube
O ator e dublador carioca Ettore Zuim morreu nesta sexta-feira (4), aos 66 anos. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Dubladores. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Zuim construiu uma carreira de mais de 40 anos e ficou especialmente conhecido por dar voz, no Brasil, a personagens interpretados por Christian Bale e Owen Wilson. Entre os trabalhos de maior repercussão está a dublagem de Batman na trilogia de filmes dirigida por Christopher Nolan. O personagem também recebeu a voz do ator nos videogames Batman: Arkham e Injustice: Gods Among Us.
No universo da animação, Zuim foi responsável pela voz do protagonista de Hércules, produção da Disney. Também interpretou o Príncipe Encantado na franquia Shrek.
- PF aponta vantagens a Castro em suposto esquema ligado à Refit
- Morre Ettore Zuim, voz brasileira do Batman e Hércules
- Rock in Rio começa nesta sexta-feira (4): veja guia completo para o festival
- Copa Feminina 2027: Fifa abre 6 mil vagas para voluntários
- Trump propõe ‘Lei Rouanet americana’ para recuperar empregos em Hollywood
A trajetória profissional incluiu ainda personagens de diferentes gêneros e formatos. Entre eles estão Patrick Bateman, de Psicopata Americano; John Connor, de O Exterminador do Futuro: A Salvação; Gil, de Meia-Noite em Paris; John Beckwith, de Penetras Bons de Bico; Ozai, de Avatar: A Lenda de Aang; e Dracule Mihawk, de One Piece.
Além de atuar diante do microfone, Zuim trabalhou como diretor e professor de dublagem. Nos anos 1990, participou também da dublagem de novelas mexicanas. Em Vovô e Eu, deu voz a um dono de circo. Em Maria Mercedes, interpretou Ricardo, personagem vivido pelo ator Rafael del Villar.
Preferência por vilões
Em entrevista ao canal Cine Multiverso, no YouTube, em 2023, Zuim falou sobre sua relação com a profissão e afirmou que tinha preferência por interpretar vilões. “Gosto de fazer vilões. Herói não tem tanta graça”, disse.
Na mesma entrevista, o dublador contou que não costumava reassistir aos filmes nos quais havia trabalhado. Para ele, o foco estava no processo de construção da interpretação, e não em rever o resultado posteriormente. “Gosto é de fazer. Tenho que fazer bem, seja um personagem pequeno ou um protagonista”, completou.
Zuim também afirmou que não considerava o tamanho do papel um motivo para diminuir seu empenho: “Não existe fazer de má vontade”.
Saúde
No início de 2023, Ettore Zuim foi diagnosticado com DAOP (Doença Arterial Obstrutiva Periférica). Desde então, passou a conviver com alguns comprometimentos de saúde.
