Netanyahu condiciona retirada militar ao desarmamento completo do Hamas - Foto: Divulgação / White House
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que o país não pretende retirar suas forças da Faixa de Gaza enquanto o Hamas não for completamente desarmado. A declaração representa uma rejeição ao plano de 15 pontos elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio do Conselho de Paz americano, para tentar encerrar o conflito no território palestino.
Segundo Netanyahu, o fim da presença militar israelense está condicionado à entrega integral das armas pelo Hamas. A posição coloca em evidência uma divergência entre os termos apresentados pelo governo americano e as condições defendidas por Israel para a implementação do acordo.
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Trump havia anunciado no mês passado um avanço nas negociações para colocar fim à guerra. O plano prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hamas e a adoção de medidas para estabilizar Gaza. O grupo palestino, que controlava o território havia quase duas décadas, realizou o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou a atual guerra.
Apesar do cessar-fogo acertado em outubro do ano passado, Israel continuou realizando ataques contra Gaza. A permanência das forças israelenses no território também permanece como um dos principais pontos de tensão nas negociações.
Após o anúncio de Trump, o integrante da liderança do Hamas Ghazi Hamad confirmou à imprensa que o grupo havia chegado a um entendimento com o Conselho de Paz americano sobre a entrega de suas armas. O acordo, segundo ele, estaria condicionado a duas medidas: o envio de uma Força Internacional de Estabilização para Gaza e o cumprimento, por Israel, das obrigações estabelecidas no cessar-fogo.
