Mariana Malta teria se identificado como advogada para entrar no presídio - Foto: Divulgação
A Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na entrada da prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta (União Brasil), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ela visitou o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso desde quinta-feira (15), no domingo (18), apesar de ele estar impedido de receber visitas.
Segundo a Seppen, Mariana conseguiu entrar na unidade prisional após se apresentar como advogada. Ao identificar que a visitante era a chefe do Executivo municipal de Belford Roxo, a pasta comunicou o episódio à Polícia Federal (PF), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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A Corregedoria da secretaria também instaurou um procedimento para apurar a conduta dos policiais penais envolvidos no caso. Em nota, a Seppen informou que a investigação está em andamento.
Canella foi preso durante a Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. Ele é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa armada que, segundo as apurações, utilizaria uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. A PF aponta o político como um dos articuladores do grupo.
O deputado eleito ficou em segundo lugar entre os candidatos mais votados para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nas eleições deste ano. Antes disso, havia sido prefeito de Belford Roxo e disputaria uma vaga no Senado pelo União Brasil, mas desistiu da candidatura após ser alvo de uma das fases da operação.
Mariana Malta trabalhou durante sete anos como assessora de Canella na Alerj. Em 2024, foi eleita vice-prefeita de Belford Roxo na chapa liderada por ele, para o mandato de 2025 a 2028. Ela assumiu a prefeitura em abril deste ano, quando Canella deixou o cargo para concorrer ao Senado.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Márcio Canella. A Prefeitura de Belford Roxo, o União Brasil e o STF não haviam se manifestado até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
