Frente fria provocou estragos em 117 municípios; uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas - Foto: Metsul / Divulgação
O número de pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul após a passagem de uma frente fria chegou a 2.686, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil na manhã deste domingo (9). As tempestades atingiram 117 municípios desde a última sexta-feira (7), provocando destelhamentos, quedas de árvores e postes de energia.
Os temporais foram provocados por uma linha de instabilidade associada à frente fria que avançou pelo estado. De acordo com a Defesa Civil, os danos registrados em território gaúcho não estão relacionados ao chamado ciclone bomba que se formou entre a Argentina e o Uruguai.
- Justiça condena Miguel Falabella por plágio; saiba detalhes
- Fiocruz vai testar vacina de RNAm contra a Covid-19
- Atriz Fernanda Rodrigues recupera fazenda e investe na produção de café
- Morre ator e diretor Gracindo Jr. aos 83 anos
- Val Ceasa tem candidatura à Alerj barrada pelo TRE-RJ
O ciclone se deslocou pelo oceano e levou ventos à costa do Rio Grande do Sul, mas, segundo as autoridades, não provocou impactos significativos sobre o continente.
As tempestades deixaram uma pessoa morta e cinco feridas no estado. A vítima foi um homem que sofreu um acidente enquanto trafegava de motocicleta pela RS-124, em Montenegro. O caso ocorreu durante o período de maior intensidade dos temporais. A identidade dele não foi divulgada.
Entre os feridos está um morador de Novo Hamburgo, que ficou preso em fios enquanto se deslocava durante o vendaval. Segundo a Defesa Civil, o estado de saúde dele inspira maior atenção.
Em Osório, um militar que participava de uma ocorrência foi atingido por um estilhaço dentro de uma viatura. Já em Dom Feliciano, três pessoas tiveram ferimentos considerados leves.
Minas do Leão concentra maior número de desalojados
Minas do Leão é um dos municípios mais afetados, com 500 pessoas que precisaram deixar suas casas e buscar abrigo na residência de familiares ou amigos. Novo Hamburgo aparece em seguida, com 480 desalojados, enquanto Sapiranga contabiliza 360.
A Defesa Civil diferencia desalojados de desabrigados. Os primeiros deixam temporariamente suas casas e conseguem se acomodar em imóveis de parentes ou conhecidos. Já os desabrigados precisam de acolhimento oferecido pelo poder público.
Até o momento, apenas uma pessoa foi registrada como desabrigada no estado. O caso ocorreu em Montenegro.
As equipes de emergência seguem acompanhando os municípios atingidos e os impactos provocados pelas chuvas e pelos ventos.
