Polícia Civil rastreou o caminho de Veronica Costa até Araras, em Petrópolis, onde ela acabou localizada - Foto: Reprodução
A tentativa de escapar da polícia levou Veronica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, a mudar de número de telefone e trocar de aparelhos durante a fuga para a Região Serrana do Rio. A Polícia Civil descobriu que a empresária passou por pelo menos dois sítios em Araras, em Petrópolis, antes de ser encontrada e presa na última quinta-feira (24).
Considerada foragida após a condenação por tortura contra o então marido, Márcio Costa, Veronica foi localizada ao lado de três parentes, também condenados pelo crime. Todos estavam em um dos imóveis investigados pela polícia.
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Segundo a investigação, Veronica chegou a utilizar quatro carros no deslocamento entre a capital e a Região Serrana. Durante o trajeto, ela teria descartado o celular usado anteriormente e colocado em funcionamento novas linhas telefônicas. Os aparelhos recém-comprados tinham chips diferentes, numa tentativa de dificultar o rastreamento.
Caixas de iPhone estavam vazias
A Polícia Civil já tinha informações de que Veronica havia deixado o Rio em direção a Petrópolis. A partir do avanço das buscas, agentes da Polinter identificaram dois sítios utilizados pela foragida na região de Araras.
Em um dos endereços, os policiais encontraram duas caixas de iPhone vazias. A descoberta indicou que os aparelhos haviam sido adquiridos recentemente, mas já não estavam mais naquele imóvel.
As buscas continuaram até que os agentes chegaram ao segundo sítio. Foi lá que Veronica foi encontrada com três parentes. Os policiais também localizaram os iPhones que, segundo a investigação, estavam sendo usados com chips novos.
Após a prisão, Veronica foi levada para o Presídio Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade recebe mulheres que cumprem penas.
O padrasto da empresária, Sebastião de Oliveira Evangelista, também é considerado foragido.
Defesa tenta reabrir caso

Enquanto a polícia investigava a fuga, a nova defesa de Veronica anunciou que pretende apresentar um pedido de revisão criminal ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A advogada criminalista Maíra Fernandes afirma que documentos anteriores ao episódio que resultou na condenação devem ser considerados na análise do processo. Entre os documentos citados está um boletim de ocorrência registrado em 2010.
Segundo a defesa, Veronica relatou naquele registro que sofria agressões físicas e psicológicas do então marido e que teria sido ameaçada com uma arma de fogo.
Ainda de acordo com o documento apresentado pela advogada, em uma das situações relatadas, Márcio Costa teria apontado uma arma para a cabeça de Veronica e realizado uma espécie de roleta-russa.
A defesa de Márcio Costa, feita pelo advogado Leandro Bessa, sustenta que o processo se prolongou por mais de dez anos e que todas as possibilidades de recurso previstas em lei foram utilizadas. Para a defesa, a condenação ocorreu após a comprovação de que Márcio foi submetido a um ritual de tortura descrito como cruel.
