Jogadora do Osasco afirma que adotará medidas para defender sua permanência no esporte - Foto: Instagram
A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, criticou a nova política da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que restringe a participação de atletas trans nas competições femininas. Aos 41 anos, a jogadora classificou a decisão como um “enorme retrocesso” e afirmou que pretende lutar para continuar na modalidade.
Primeira mulher trans a disputar a Superliga Feminina, Tifanny disse que a medida prejudica não apenas sua carreira, mas também clubes, torcedores e outras pessoas trans.
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“Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão”, afirmou, em declaração divulgada pelo Osasco.
A manifestação ocorreu após a estreia da equipe no Campeonato Paulista, no sábado (15). Tifanny marcou 19 pontos na derrota para o Pinheiros por 3 sets a 2, no Ginásio José Liberatti.
A presença da jogadora foi mantida porque a Federação Paulista de Volleyball informou que o Estadual seguirá o regulamento adotado no início da competição.
A CBV anunciou a nova política na sexta-feira (14). Entre os critérios está a exigência de resultado negativo para o gene SRY. A regra substitui o modelo anterior, baseado no controle dos níveis de testosterona.
A mudança vale para as edições deste ano da Superliga e da Supercopa, além da Copa Brasil. No vôlei de praia, a nova política será aplicada ao Circuito Brasileiro a partir de 2027.
Tifanny atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025 pelo Osasco, tornando-se a primeira mulher trans a conquistar o principal torneio nacional da modalidade.
