Time brasileiro vence rival em casa e volta a levantar o troféu da competição após oito anos de ausência no calendário - Foto: Divulgação / Jonas Martins / CBJ
O Brasil voltou a comemorar um título por equipes no judô diante da Alemanha. Na noite de quinta-feira (30), a seleção brasileira venceu os alemães por 5 a 1, em Blumenau (SC), e ficou com a taça do Desafio Internacional de Judô, competição que retornou ao calendário da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) após oito anos. O resultado também colocou fim a um jejum de três anos sem triunfos da equipe nacional sobre os europeus em disputas de equipes mistas.
O caminho para a vitória começou com Shirlen Nascimento. A campeã mundial derrotou Seja Ballhaus na categoria até 57 kg ao aplicar um ippon no golden score, abrindo vantagem para a equipe brasileira.
Na sequência, Daniel Cargnin ampliou o placar ao vencer Kevin Abeltshauser na categoria até 73 kg. O gaúcho marcou um yuko e encerrou o combate com um ippon por imobilização, deixando o Brasil em situação confortável.
A terceira vitória veio com Rafaela Silva. Medalhista olímpica, a judoca enfrentou Mirian Butkereit, adversária que a havia derrotado duas vezes no Mundial de Budapeste, em 2025. Mesmo competindo acima de sua categoria habitual, Rafaela aplicou um waza-ari e, depois, um ippon para colocar a seleção em vantagem por 3 a 0.
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Após o confronto, a atleta destacou a importância de competir diante da torcida brasileira e valorizou a superação sobre a rival alemã.
“É sempre um privilégio lutar no Brasil, ainda mais em uma competição internacional com atletas de alto nível. Essa vitória teve um gosto especial porque consegui corrigir os erros da derrota que sofri para essa adversária no ano passado”, afirmou Rafaela ao site da CBJ.
Rafael Macedo manteve o domínio brasileiro na disputa até 90 kg. O paulista de São José dos Campos venceu Paul Friedrichs com uma chave de braço e aumentou a diferença para 4 a 0.
A Alemanha conseguiu seu único ponto com Alina Boehm, que derrotou Beatriz Freitas na categoria acima de 70 kg ao marcar um waza-ari.
O triunfo brasileiro foi confirmado por Leonardo Gonçalves. Especialista no jogo de solo, o paulista finalizou Louis Mai com uma chave de braço na luta até 90 kg e decretou o placar de 5 a 1.
Além do título, o resultado teve sabor de revanche para a seleção. No Mundial de Budapeste, disputado no ano passado, a Alemanha eliminou o Brasil nas quartas de final da competição por equipes mistas.
Um dos destaques da decisão, Daniel Cargnin ressaltou o equilíbrio dos confrontos entre as duas seleções e projetou o próximo desafio internacional.
“As disputas contra a Alemanha sempre são decididas nos detalhes. Agora, o foco é aproveitar o período de preparação para chegar ao Mundial ainda mais forte e buscar essa medalha por equipes que tanto queremos”, disse o judoca.
Apesar da vitória em Blumenau, a Alemanha segue em vantagem no retrospecto entre as seleções. Desde 2013, as equipes se enfrentaram dez vezes na categoria sênior, com seis triunfos dos alemães e quatro dos brasileiros.
O próximo compromisso da seleção será o Grand Prix de Lima, no Peru. A competição distribui pontos importantes para o ranking classificatório rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
