Em podcast americano, ex-deputado fez comentário sobre o futuro do irmão e citou militares dos EUA - Foto: Agência Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil caso seja derrotado na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao podcast americano Louder with Crowder, nesta sexta-feira (23), Eduardo também brincou com a possibilidade de o governo de Donald Trump enviar fuzileiros navais ao país em um eventual cenário de derrota eleitoral do parlamentar.
A declaração ocorreu no fim da conversa com o comentarista Steven Crowder, quando o entrevistador questionou quais seriam os planos da ultradireita bolsonarista para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro caso Flávio perca a eleição. Jair está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
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Em “tom de brincadeira”, Eduardo respondeu: “Envie os fuzileiros navais”. A fala provocou risadas entre os participantes do programa.
Na sequência, o ex-deputado mencionou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um debate na Band. Segundo Eduardo, Lula teria advertido Flávio de que ele poderia perder a eleição, deixar de contar com a imunidade parlamentar e passar a ser alvo de investigações.
“Ele disse ao meu irmão: ‘Olha, você vai perder a eleição. Ano que vem, você não vai mais ser senador, não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você”, afirmou Eduardo durante a entrevista. “Presumo que, se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país”, acrescentou
Ao longo do programa, Eduardo voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro e defendeu a adoção do voto impresso. O ex-parlamentar sugeriu que as urnas eletrônicas estariam sujeitas a fraudes, mas não apresentou provas para sustentar as alegações.
Condenação e perda de mandato
Vivendo nos Estados Unidos desde o início de 2025, Eduardo Bolsonaro foi alvo, no começo de outubro, de um mandado de prisão assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida está relacionada ao trânsito em julgado de sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de processo judicial. Segundo o entendimento do Supremo, Eduardo articulou a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros como forma de pressionar autoridades e tentar evitar a condenação de seu pai.
O ex-deputado também perdeu o mandato na Câmara dos Deputados após acumular ausências às sessões legislativas. Além disso, foi exonerado do cargo de escrivão da Polícia Federal.
