Polícia investiga oferta de dinheiro e cargos para formar maioria na Câmara - Foto: Reprodução / Google
Uma suposta negociação envolvendo dinheiro e cargos públicos para garantir apoio político colocou a Câmara de Vereadores de Japeri, na Baixada Fluminense, na mira da Polícia Civil nesta sexta-feira (21). A investigação aponta que até R$ 400 mil teriam sido oferecidos a vereadores para fortalecer um grupo político que buscava formar maioria na Casa.
A operação, batizada de Preço do Poder, é realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo a sede da Câmara Municipal.
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De acordo com as investigações, o presidente do Legislativo, Rogério Gomes Castro, seria um dos principais articuladores do esquema. A suspeita é de que ele tenha atuado para conquistar vereadores e reunir votos suficientes para tentar afastar a prefeita Fernanda Ontiveros.
Além de dinheiro, a polícia apura a oferta de cargos comissionados na Câmara como forma de garantir a adesão dos parlamentares ao grupo.
Entre os investigados está Matheus Coutinho Ferraz. Segundo a investigação, ele teria recebido uma proposta próxima de R$ 500 mil para continuar apoiando o grupo político ligado ao presidente da Câmara.
A polícia também apura o envolvimento de Carlos Alexandre Nascimento Silva, conhecido como Neném. Ele é apontado como possível intermediário das negociações entre os envolvidos.
A operação busca reunir provas que possam esclarecer como funcionaria a suposta articulação para compra de apoio político e se houve efetivamente pagamento de valores ou oferta de cargos públicos em troca de votos e alinhamento político.
Em nota, a Câmara Municipal de Japeri informou que, “diante dos fatos ocorridos nesta data, seguirá colaborando com as autoridades competentes, dentro dos limites legais e institucionais”. A Casa Legislativa reafirmou “seu compromisso com a transparência, a independência dos Poderes e o respeito ao devido processo legal. Os trabalhos da Comissão Processante, responsável pela apuração do processo de impeachment, seguirão normalmente, observando rigorosamente os prazos e procedimentos previstos em lei, até sua conclusão”.
O portal não conseguiu localizar a defesa dos demais envolvidos. O espaço permanece aberto para manifestações.
