Ministro também acionou TSE e TRE-PR após informações bancárias e fiscais serem expostas - Foto: Agência Brasil
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acionou neste sábado a Presidência da Corte e a Justiça Eleitoral para pedir providências sobre a inclusão de dados bancários e fiscais sigilosos no processo de registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.
A medida foi tomada depois que o caso veio a público pelo portal Metrópoles. Segundo as informações apresentadas, documentos que faziam parte de um processo contra Deltan no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram anexados integralmente ao sistema do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
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Entre o material colocado no processo eleitoral estavam informações financeiras de Zanin, que havia apresentado uma reclamação disciplinar contra Deltan e outros procuradores quando ainda atuava como advogado.
No ofício encaminhado às autoridades, Zanin pediu que a suposta irregularidade seja corrigida e que sejam adotadas medidas para identificar e responsabilizar os envolvidos. O ministro também solicitou que o caso seja comunicado às autoridades competentes, inclusive para eventual responsabilização criminal.
A defesa de Deltan, por sua vez, afirmou que os documentos foram incluídos no processo eleitoral para responder às contestações apresentadas contra a candidatura. Segundo os advogados, a decisão de anexar os procedimentos completos teve como objetivo evitar a omissão de informações que poderiam ser consideradas relevantes pela Justiça Eleitoral.
De acordo com a defesa, entre os documentos estava uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin contra Deltan e outros integrantes da força-tarefa da Lava Jato. O procedimento teria milhares de páginas e incluía, como parte de seu conteúdo, os dados fiscais e bancários do então advogado.
Os advogados sustentaram ainda que as cópias foram apresentadas de forma integral justamente para garantir uma análise considerada “transparente e zelosa” do material e impedir que qualquer informação potencialmente relevante fosse retirada dos autos.
Deltan Dallagnol, que foi procurador da República durante a Operação Lava Jato e posteriormente exerceu mandato de deputado federal, disputa neste ano uma vaga no Senado pelo Paraná.
